sexta-feira, 15 de julho de 2016

Mais de 90% de área vistoriada pelo Ibama ainda têm rejeito da Samarco

Fiscalização foi feita em 100 Km entre barragem de Fundão e Candonga.

Em 64,13% dos pontos, não foi constatada obra de contenção de encosta.

Do G1 MG

GNews - MP de Minas Gerais investiga mudanças na Barragem do Fundão que não foram autorizadas (Foto: Reprodução/GloboNews)Rompimento da barragem de Fundão aconteceu no dia 5 de novembro  (Foto: Reprodução/GloboNews)

















Uma vistoria feita pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em uma área de 102 quilômetros entre a barragem de Fundão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, e a Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, conhecida como Candonga, em Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata, apontou que em 96,74% dos pontos vistoriados, não foi constatada a remoção do rejeito pela mineradora Samarco.
As ações divulgadas nesta quinta-feira (14) foram feitas entre os dias 30 de maio e 11 de junho e fazem parte da Operação Áugias.  Quatro equipes dividiram a área em 96 pontos diferentes. Elas vistoriaram áreas do complexo de Germano (onde ficava a barragem que se rompeu em 2015), estruturas remanescentes, sistema de bombeamento de águas pluviais, trechos do córrego Santarém, do Rio Gualaxo do Norte, do Rio do Carmo, do Rio Doce e seus córregos afluentes.
De acordo com o Ibama, a região foi a mais devastada pela tragédia. De acordo com o diagnóstico, o volume de rejeito observado em alguns pontos alcança 50 centímetros de altura.
“Os maiores problemas verificados em campo foram o carreamento de
sedimentos depositados nas margens dos tributários (córregos) para suas calhas principais, o assoreamento de nascentes e olhos d’água, a dificuldade de desenvolvimento da vegetação (mesmo em áreas de semeadura) devido à ausência de solo e à instauração de processos erosivos e a ausência de drenagens pluviais nas vias de acesso”, diz o relatório.
De acordo com o Ibama, a Samarcoapresentou uma relação de 68 afluentes a serem recuperados emergencialmente. No entanto, as equipes visitaram 83 cursos d’água afetados, 15 a mais dos que foram apresentados pela mineradora. Todos foram afetados pelo desastre ambiental.
Em 64,13% dos pontos vistoriados, não foi constatada nenhuma obra de contenção de encosta. Em 68,48%, não foi constatada nenhuma obra de drenagem.
“A Samarco não está adotando critérios básicos e estruturas de conservação de solos para minimizar ou mesmo impedir a erosão hídrica ocasionada pelas chuvas”, disse o relatório.
A vistoria abrangeu os municípios de Mariana,Barra Longa, Ponte Nova, Santa Cruz do Escalvado e Rio Doce.
Segundo o Ibama , obras de drenagem e contenção devem ser realizadas imediatamente.
“Sem tais obras, tanto os trabalhos de reconformação do terreno quanto de semeadura serão comprometidos, gerando, como consequência, pontos de erosão”.
O Ibama determinou que a Samarco apresente em cinco dias um mapeamento completo de todos os cursos d’água afetados e protocole em 48 horas um projeto específico de intervenções em cada um deles, além dos rios.
A mineradora também deve apresentar, até 31 de julho, os resultados já obtidos dos estudos sobre o rejeito depositado na região para avaliação adequada quanto ao manejo e “posterior tomada de decisão quanto à sua destinação ou aproveitamento”.
Ela deve apresentar, no prazo de 10 dias, um mapeamento de todos os lagos, lagoas e açudes afetados pelo “mar de lama” e implementar ações recomendadas para cada ponto vistoriado.
As obras de contenção de encostas devem ser realizadas até 1º de setembro, época em que, tradicionalmente, começa a temporadas de chuvas na região.
“Do total de pontos visitados impactados (92), são necessárias obras em pelo menos 68%”, disse o Ibama
Um ponto positivo foi que nos cursos d’água onde as obras ainda não foram realizadas, embora haja rejeito, espécies nativas foram encontradas.
A Samarco divulgou nota informando que "cumpre rigorosamente os prazos definidos no escopo do acordo assinado pela Samarco, seus acionistas (Vale e BHP Billiton), os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo - do qual o IBAMA é um dos signatários".
Ainda de acordo com a nota, "pelo termo, há uma seção específica sobre o manejo dos rejeitos remanescentes do rompimento da barragem de Fundão, que prevê a realização de estudos que nortearão as tomadas de decisão. No mês de julho serão entregues estudos relevantes para subsidiar as ações de manejo de tais rejeitos".

A Samarco ainda disse que obras de drenagem e contenção de encostas foram iniciadas logo após o acidente. A nota informou que "estas e outras atividades estão sendo realizadas para a recuperação ambiental das áreas impactadas, como a dragagem do reservatório da UHE Risoleta Neves (Candonga), estabilização do rejeito via revegetação emergencial, além da recuperação de afluentes e monitoramento da qualidade da água em 94 pontos ao longo do rio Doce".
Tragédia
Em 5 de novembro, o rompimento da barragem de Fundão, que pertence à mineradora Samarco, cujas donas são a Vale e a BHP Billiton, afetou distritos de Mariana, além do leito do Rio Doce. Os rejeitos atingiram mais de 40 cidades de Minas Gerais e no Espírito Santo e chegou ao mar. O desastre ambiental é considerado o maior e sem precedentes no Brasil
.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Bioma Mata Atlântica
http://www.projetobiomas.com.br/

Site do UOL Notícias

http://noticias.uol.com.br/

Postado por: Ygor I. Mendes

sábado, 1 de março de 2014

Governo anuncia aumento no salário de cubanos do Mais Médicos
Paula Laboissière - Agência Brasil28.02.2014 - 13h36 | Atualizado em 28.02.2014 - 17h39
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou hoje (28) um reajuste salarial de 25% para os profissionais cubanos que trabalham no Brasil por meio do Programa Mais Médicos. A partir de março, eles vão passar a receber US$ 1.245.
O salário dos cubanos, atualmente, consiste em US$ 400, pagos pelo governo brasileiro, e US$ 600, pagos pelo governo cubano e retidos em uma conta no país. O aumento anunciado pela pasta, portanto, é US$ 245, sendo que o valor total, a partir de agora, será pago no Brasil.
INCORPORAR:
Segundo Chioro, a negociação com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e com o governo cubano para estabelecer o reajuste salarial já estava em andamento quando ele assumiu o comando da pasta, no início do mês de fevereiro. Houve, de acordo com o ministro, uma determinação da presidenta Dilma Rousseff para que o valor pago aos profissionais cubanos fosse revisto.
Chioro fez questão de ressaltar que não houve aumento dos valores repassados pelo governo brasileiro pela cooperação internacional. “Não vamos gastar um centavo a mais. Vamos continuar pagando o mesmo valor”, disse. O que houve, segundo ele, foi uma alteração nos valores acordados no contrato com o governo cubano.
Chioro rebateu a ideia de que o anúncio do reajuste seria uma resposta à pressão de médicos cubanos como Ramona Rodríguez, que abandonou o programa. “Não há, da nossa parte, nenhuma questão que envolva diretamente pressão dos próprios médicos cubanos, muito menos daquela profissional. Não é o que nos mobiliza. O que nos mobiliza é a necessidade de aprimorar.”
Atualmente, 7,4 mil médicos cubanos atuam no Brasil por meio do Mais Médicos.
Editor: Lílian Beraldo
Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Gravações da Justiça dão detalhes do atentado no Riocentro em 1981

Fantástico obteve depoimentos de testemunhas e participantes.
Ex-delegado diz que havia bomba no palco para atingir artistas.

Do G1, com informações do Fantástico
22 comentários



Novos depoimentos de testemunhas e participantes ajudam a Justiça a entender detalhes do atentado que ocorreu em 1981 no Rio Centro.
Com autorização, da Justiça, o Fantástico obteve acesso ao material, que é parte da mais completa investigação sobre o Caso Riocentro, iniciada dois anos atrás.
(veja vídeo ao lado)
Os relatos ajudam a esclarecer o caso, em que estão envolvidos grupos secretos, na tentativa de impedir o fim da ditadura militar. Com eles, o Ministério Público Federal (MPF) encontra detalhes do que aconteceu no Riocentro naquela noite, em que ocorria um show comemorativo ao dia 1º de Maio.
Um dos depoimentos é o do coronel reformado Wilson Machado, que nunca deu entrevistas sobre a explosão ocorrida dentro do carro em que ele estava na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro. No banco do carona estava o sargento Guilherme do Rosário, que morreu no veículo. Machado saiu ferido do episódio.
Em dezembro de 2013 e em janeiro passado, Machado disse ao Ministério Público Federal, que não estava envolvido com o atentado. “Eu nunca carreguei nenhum explosivo, não sei mexer com nenhum explosivo, nunca mexi na minha vida. Não estou encobrindo ninguém, e ninguém vai dizer que deu essa ordem pra mim”.
Enquanto Wilson Machado nega envolvimento e até a existência de uma bomba, um ex-delegado afirma que havia um plano para que uma bomba fose colocada no palco para atingir os artistas.
'Peritos foram pressionados'
Para o procurador Antonio Passos, não há dúvidas de que o inquérito conduzido logo depois do atentado em 1981 foi direcionado para que as conclusões não chegassem aos autores do atentado.
“Peritos foram pressionados, testemunhas foram ameaçadas, provas foram suprimidas do local do crime. Então, a gente não tem dúvida de que a primeira investigação no Riocentro foi direcionada para que o caso fosse acobertado, que não se descobrisse a verdade”, disse.
'Alguma coisa subversiva'
Em 1981, o então capitão do Exército Wilson Machado era chefe de uma seção do  Destacamento de Operações de Informações (DOI), órgão de inteligência e repressão da ditadura militar.  Segundo seu depoimento, a missão que recebeu do comando do DOI era simples: verificar se os artistas e os participantes falavam  “alguma coisa subversiva”.
Desde o primeiro inquérito, ainda em 1981, Machado sempre sustentou que ele e o sargento saíram do carro por alguns instantes depois de terem chegado ao Riocentro, e depois iriam estacionar normalmente. Ele teria ido ao banheiro e o sargento - conhecido no Exército como Wagner - aproveitou para procurar amigos com quem teria ficado de se encontrar.
Os dois voltaram ao carro e houve uma explosão -- que Machado diz não ter achado que se tratava de uma bomba. “Para mim não estourou bomba não, amigo”, disse. “Se você ver aí na declaração, não sei se está aí, quando eu fui interrogado, eu achava que tinha estourado o motor do carro”.
Testemunha
Mais de 30 anos depois do atentado, uma testemunha do caso criou coragem para falar ao MPF. Mauro Cesar Pimentel, dono do carro que aparece em uma imagem feita logo depois do atentado, foi localizado em 2011 pelo jornal "O Globo".
Ele disse não ter se pronunciado antes por medo, mas também conta ter visto o carro de Machado antes da explosão. “Eu olhei bem para dentro do carro e na traseira do carro, no vidro traseiro, que é baixa a traseira, eu vi dois cilindros idênticos ao que ele estava manipulando”, contou ele, referindo-se ao sargento Guilherme do Rosário.
Machado, que viu a declaração por meio do MPF, contesta a informação. “Duvido. Duvido!”, diz Machado.
Em depoimento, Pimentel diz ter visto a explosão e buscado ajuda. “Eu corri, corri e não achei ninguém. Voltei e falei, vou eu mesmo socorrer ele. Mas quando eu voltei, ele não estava mais lá (Machado). Já não estava ele e não estavam os dois cilindros na traseira do carro. Só ficou o sargento, que já estava morto”.
Em todos os depoimentos que deu até hoje, Machado afirma que não se lembra quem o socorreu e diz que o explosivo não estava no colo do sargento. Ele também mostra cicatrizes de que teria sido atingido no episódio.
Na época, a investigação concluiu que a bomba estava imprensada entre o banco e a porta do carona.
'Eu não podia deixar de cumprir a ordem'
O major reformado Divany Carvalho Barros, conhecido no Exército como "Dr. Áureo", admitiu, três décadas depois do atentado, que foi enviado ao Riocentro para recolher provas que pudessem incriminar o Exército. Divany afirma que recolheu de dentro do carro três objetos pertencentes ao sargento Rosário.
Eu não podia deixar de cumprir a ordem. A caderneta com telefones, nomes, anotações. Peguei a caderneta, peguei uma granada defensiva que ele usava na bolsa que não explodiu. Peguei a pistola dele”, contou em depoimento ao MPF.
Em outro depoimento ao MP, o ex-delegado de polícia Cláudio Guerra contou que sua função era prender, no Riocentro, pessoas falsamente ligadas à explosão. No depoimento, ele revela a existência de mais uma bomba com um novo alvo – o palco e os artistas.
“Seria colocado no palco, justamente para atingir... A comoção seria a morte de artistas mesmo, né?”, diz o ex-policial.
Nenhuma bomba explodiu no palco. No entanto, além da que explodiu no pátio, outra foi atirada na casa de força do Riocentro, para cortar a luz e causar pânico nas mais de 20 mil pessoas que assistiam ao show, segundo os procuradores.
A viúva do sargento Guilherme do Rosário, Sueli José do Rosário, também guardou silêncio por mais de 30 anos, segundo disse ao MPF, por ter sido ameaçada.
“No dia que enterrei meu marido. No dia... Não deram tempo nem para eu chorar a morte do meu marido”, disse. Ela conta que a ameaça veio de alguém chamado de 'doutor Luiz', que teria dito que ela seria acompanhada e mencionado seus dois filhos. O MPF está investigando a identidade do homem.
Restaurante do Rio é peça chave
As investigações do Ministério Público Federal também estão mapeando a atividade dos grupos que lutaram contra o fim da ditadura. Na lista de endereços revelados pelas testemunhas, um restaurante na Zona Portuária do Rio é uma peça importante das investigações.
Segundo o MPF, coronéis e generais do Exército se reuniam no local para planejar os atentados. Depois, as ordens eram repassadas aos subalternos. Somente nos primeiros meses de 1980, foram 46 explosões atribuídas aos militares.
Boa parte dos atentados foi contra bancas de jornal que vendiam publicações consideradas subversivas. Uma bomba enviada à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, no Rio, matou a secretária Lyda Monteiro.
Denúncia do MPF
Para o MPF, o coronel Wilson Machado, o ex-delegado Cláudio Guerra e os generais reformados Nilton Cerqueira e Newton Cruz, devem responder por tentativa de homicídio, associação criminosa e transporte de explosivos.
Nilton Cerqueira era comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro e teria suspendido o policiamento no dia do show. Newton Cruz, que ainda foi denunciado por favorecimento, chefiava o Serviço Nacional de Informações (SNI). Segundo o MPF, ele soube do atentado com antecedência e nada fez para impedir.
Os outros denunciados pelo MPF são o major Divany, por fraude processual, e o general reformado Edson Sá Rocha, acusado de ter defendido um plano de atentado um ano antes, também no Riocentro - o único que se recusou a responder às pergundas do MPF.
Passados 33 anos do atentado, os procuradores alegam que o crime não prescreveu porque foi praticado contra o país. Além disso, não estariam cobertos pela Lei da Anistia, válida de 1961 a 1979.
A Justiça Federal ainda está analisando o novo inquérito para decidir se aceita a denúncia.
Procurados pelo Fantástico, o general Newton Cruz disse que já foi julgado e inocentado pelo Superior Tribunal Militar e pelo Supremo Tribunal Federal no caso do Riocentro. A família do ex-delegado Cláudio Guerra disse que ele está doente e não poderia falar. Nilton Cerqueira e Sueli José do Rosário não quiseram dar entrevista para o Fantástico. Já o coronel Wilson Machado e o major reformado Divany Carvalho Barros foram procurados em casa e pelo telefone, mas não foram encontrados.
Veja o site do Fantástico






veja também

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Preso por morte de cinegrafista Santiago Andrade deixa Cidade da Polícia no Rio

Caio Silva foi levado para o IML e, em seguida, para o presídio de Bangu. Ele foi preso na Bahia e admitiu ter acendido rojão em entrevista à Globo.
Do G1 Rio
 
 
 
 
 
O jovem Caio Silva de Souza, de 22 anos, preso pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, deixou a Cidade da Polícia, no Subúrbio do Rio, por volta das 16h20 desta quarta-feira (12) em direção ao Instituto Médico Legal (IML), onde chegou às 16h30. Às 16h40, ele deixou o local rumo à Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, onde deu entrada às 17h20.
No mesmo complexo, já está preso Fábio Raposo. Caio e Raposo são suspeitos de acender o rojão que atingiu Andrade durante manifestação, no Centro do Rio, na quinta-feira (6).
Cronologia morte do cinegrafista da Band e prisão do suspeito Caio (Foto: Editoria de Arte)
Caio foi preso de madrugada na Bahia e admitiu, em entrevista à repórter Bette Lucchese, da TV Globo, ter acendido o rojão. Em sua fala, obtida com exclusividade, ele disse que não sabia que o objeto era um rojão, e pensou que fosse um "cabeção de nego", artefato que só provoca fumaça e barulho, mas sem efeito pirotécnico.
Repórter: Você acendeu o rojão?
Caio: Se eu acendi? Acendi, sim.
Repórter: Junto com o Fábio?
Caio: (balança a cabeça positivamente)
Repórter: Você tinha um alvo específico?
Caio: Não. Nem sabia que aquilo era um rojão.
Repórter: Pensou que fosse o que?
Caio: Um cabeção de nego.
Para os policiais que fizeram a sua prisão, no entanto, Caio não admitiu nem negou. Segundo o delegado Maurício Luciano de Almeida e Silva, o suspeito deixou claro na Bahia, ao ser preso, que não falaria sobre o fato. "Não admitiu nem negou nada que lhe é atribuído. [...] Ele não está antecipando nenhuma informação. Imagino que está esperando uma estratégia do advogado e falará no momento oportuno", afirmou.
O jovem, que é auxiliar de serviços gerais de um hospital no Rio e suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes, não esboçou reação ao ser preso em uma pensão de Feira de Santana (BA), na madrugada desta quarta. Ele já foi trazido para o Rio. O outro suspeito pelo crime, Fábio Raposo Barbosa, também tem 22 anos. Ele confessou ter participado da ação e está preso desde domingo (9).
A polícia esclareceu detalhes da prisão de Caio em entrevista coletiva e disse que o suspeito "estava acuado, assustado, com muita fome, após dois dias sem se alimentar". Ele ainda não tinha dormido e estava em um quarto pequeno.
Na entrevista à repórter da TV Globo, Caio disse ainda que, depois da veiculação das imagens onde apareceria recebendo o rojão, teve medo de ser morto por "pessoas envolvidas nas manifestações".
Repórter: Quando você viu a imagem, você sabia que era você?
Caio: Não. Não me mostraram.
Repórter: Mas depois, quando começaram a mostrar?
Caio: Eu fiquei com medo de me matarem. A verdade é essa.
Repórter: Quem poderia te matar?
Caio: Pessoas envolvidas nas manifestações.
O suspeito preso pediu ainda desculpas pela "morte de um trabalhador, como ele próprio, sua mãe e seu pai". Na conversa, que foi ao ar no RJTV, Caio disse que há jovens que são atraídos por terceiros a participarem do protesto: "Alguns vão aliciados, sim, outros não". Questionado sobre quem seriam os aliciadores, ele não deu detalhes. "Isso eu não sei dizer à senhora. A polícia tem que investigar." Ele afirmou que políticos poderiam estar envolvidos.
O cinegrafista Santiago Andrade foi atingido na cabeça pelo rojão, enquanto gravava imagens de confronto durante a manifestação contra o aumento de passagens de ônibus. Ele sofreu afundamento de crânio, foi submetido a cirurgia e passou quatro dias em coma no Hospital Souza Aguiar. Na segunda-feira (10), teve morte cerebral. O corpo, segundo a família, será velado e cremado nesta quinta-feira (13), no Memorial do Carmo, no Caju, Zona Portuária.
 
 
O delegado Almeida e Silva disse que, segundo relato de pessoas próximas, Caio é "uma pessoa completamente diferente do que demonstrou" na manifestação. "As pessoas dizem que ele é calado, tranquilo. No ambiente de trabalho ficaram surpresos de saber do envolvimento do Caio no episódio, o que leva a crer que o Caio, sob efeito da multidão, ele se transforma" (veja trechos da coletiva nos vídeos ao lado).
Sobre a fuga de Caio, a polícia também esclareceu que recebeu a informação de vizinhos de que o suspeito havia deixado a sua casa na segunda-feira, com uma mochila, "na companhia do pai e da madrasta". O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, afirmou que o advogado Jonas Tadeu, que também representa o outro envolvido no caso, intercedeu para agilizar a entrega.
Caio contou após a prisão que pretendia fugir para a casa de um avô, no Ceará, quando foi convencido por telefone pela namorada a se entregar à polícia na Bahia. Ele se entregou em uma pousada próxima à rodoviária da cidade de Feira de Santana, que fica a mais de 1,5 mil km do Rio e a 100 km de Salvador, e chegou às 8h42 desta quarta ao Rio.
Segundo a GloboNews, logo depois de desembarcar, acompanhado de vários agentes civis e federais, foi levado algemado num automóvel Logan prata para a Cidade da Polícia, conjunto de unidades policiais no Jacarezinho, Subúrbio do Rio, onde chegou às 9h33.
Autor: G1
Fonte: G1

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014


LEIA A EDIÇÃO DO DIA EM QUE CLICAR NO LINK QUE FICA ABAIXO DO NOME DE CADA JORNAL, ATUALIZADO AUTOMATICAMENTE, INDEPENDENTE DE NOVAS POSTAGENS:

 


CORREIO BRAZILIENE
Correio Braziliense é um portal de conteúdo. Todas as notícias da atualidade e uma cobertura completa de tudo que acontece no Distrito Federal.
www.correiobraziliense.com.br



JORNAL HOJE EM DIA - Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais;
Belo Horizonte, Uberlndia, Uberaba, Muria, Itauna, São João Del Rei, Montes Claros, Poços de Caldas, Passos ...
www.ejornais.com.br/jornal_hoje_em_dia.html


 
O DIA ONLINE
O DIA com últimas notícias do Rio, do Brasil e do mundo com fotos e vídeos. O que rola na vida das celebridades e no planeta bola. E muito mais: Economia
 

 
ZERO HORA - Jornal do RS com notícias, esportes, colunistas e mais
No jornal Zero Hora você encontra as últimas notícias sobre esportes, economia, polícia, política, moda, cultura, colunistas e mais.


JORNAL O GLOBO
As principais notícias do dia e da semana estão agora na nossa capa! Jornal O Globo, a fonte de informação mais completa do Brasil
 

        
 JORNAL DO BRASILNotícias.Vídeos e Fotos em Tempo Real
Primeiro jornal brasileiro a ter uma edição online na internet, com cobertura completa do Brasil e do mundo. Conta também com notícias em tempo real.

www.jb.com.br



JORNAL DO COMMERCIO - O melhor e maior jornal de Pernambuco
jconline.com.br é o portal de notícias do Jornal do Commercio, o maior e melhor jornal de Pernambuco e do Nordeste do Brasil. Aqui você tem notícias atualizadas ...


 
JORNAL DO COMMERCIO
Jornal diário tradicional do Rio de Janeiro, fundado em 1827 por Pierre Plancher. Notícias diárias locais, nacionais e internacionais. Conta com artigos, colunas ...


Jornal Extra - Extra Online
extra.globo.com As últimas notícias, serviços e entretenimento. Todas as informações úteis e interessantes estão no site do Jornal Extra
 http://extra.globo.com/


 
LEIA TAMBÉM:


UOL NOTICIAS no Painel do Paim, atualizado p ara o instante em que você clicar no Link, a seguir:
UOL Notícias: As notícias e imagens mais importantes de Política
 


AGÊNCIA BRASIL NO PAINEL DO PAIM



 
        FOLHA DE S. PAULO - Jornal on-line com notícias, fotos e vídeos
 

 
  LEIA MAIS:
REDE DE BLOGS DO PAIM
Através do Link abaixo, você poderá conhecer os 599 Blogs que integram o Painel do Paim, o maior aglomerado de Blogs do Planeta (uma parceria do Google e Edson Nogueira Paim) e, poderá acessar qualquer um deles, para o que basta clicar sobre o nome do Blog escolhido para ler suas postagens. CONFIRA!
 http://www.blogger.com/profile/04886160289569279765

         Edsonpaim.com.br - Seu portal de notícias
 

      (Edson Nogueira Paim escreveu)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


A Internet e o pânico das TVs abertas

 
29/1/2014 14:00
Por Altamiro Borges - de Brasília

A Suprema Corte dos EUA julga em abril um processo aberto pelas 4 maiores tevês do país contra a Aereo, uma pequena empresa que criou uma nova maneira de ver tv
A Suprema Corte dos EUA julga em abril um processo aberto pelas 4 maiores tevês do país contra a Aereo, uma pequena empresa que criou uma nova maneira de ver tv
O jornalista João da Paz, do sítio “Notícias da TV”, publicou nesta semana uma informação que deve causar pânico nos donos das emissoras de televisão no Brasil. Segundo revela, a Suprema Corte dos EUA julgará em abril um processo aberto pelas quatro maiores tevês do país (ABC, NBC, Fox e CBS) contra a Aereo, uma pequena empresa que criou uma nova maneira de assistir televisão. “O que a Aereo faz é pegar os sinais abertos dessas quatro emissoras com uma pequena antena moderna e retransmiti-los pela internet, dando ao telespectador a oportunidade de assistir a esses canais no computador, em tablets e em smartphones, com a opção de gravar e pausar programas. Tudo em alta definição”.
O novo serviço tende a promover uma hecatombe na forma de assistir tevê. O internauta faz a assinatura mensal no valor de US$ 8 (R$ 19,20) e tem a possibilidade de gravar um programa por vez, até o limite de 20 horas de armazenamento. Até o momento, os serviços da Aereo já estão disponíveis em 26 cidades do país, incluindo Nova York, Boston, Washington, Filadélfia e Dallas. Em outubro, o Wall Street Journal informou que somente em Nova Iorque já seriam de 90 mil a 135 mil assinantes. Diante do risco da acentuada queda de audiência e de recursos publicitários, as poderosas corporações alegam que a Aereo rouba o sinal e infringe direitos autorais.
Na titânica batalha jurídica em curso, a inovadora empresa até agora tem levado a melhor. Segundo informa João da Paz, “a Suprema Corte vai dar continuidade ao caso julgado na Segunda Corte de Apelação de Nova York, em abril de 2013, cujo resultado foi favorável à Aereo. Os juízes de Nova York entenderam que o serviço prestado pela empresa é legal. O criador e diretor-executivo da Aereo, Chet Kanojia, de 43 anos, disse em comunicado após essa decisão que ‘esperamos apresentar nosso argumento na Suprema Corte, certos de que o mérito do caso irá prevalecer’”.
A empresa conta com um trunfo nesta batalha. O magnata da comunicação Barry Diller, ex-diretor da Paramount e da Fox, decidiu apostar no negócio inovador. Ele hoje comanda a empresa de internetInterActive Corporation e tem uma fortuna calculada em US$ 2,8 bilhões. “Diller é um dos principais investidores da Aereo.
Neste mês, mesmo em meio a esse tumulto, ele conseguiu atrair US$ 34 milhões para financiar a expansão da empresa. ‘Passamos por três julgamentos em 2013 e em todos eles as Cortes Distritais decidiram que o nosso negócio é perfeitamente legal’… Ele calcula que o Aereo poderia ter entre 10 milhões e 20 milhões de assinantes se pudesse operar amplamente, sem restrições”.
A batalha, porém, será prolongada e sangrenta. “As quatro emissoras agem agressivamente contra Aereo. A CBS é bem enfática sobre o assunto e se posicionou de forma direta em comunicado. ‘Nós acreditamos que o modelo de negócios da Aereo é alicerçado em roubo de conteúdo’, diz a emissora de maior audiência dos EUA. A Fox se mostrou mais radical, ameaçando ir para a TV por assinatura se a Aereo vencer na Suprema Corte. Quem também comprou a briga das emissoras, e adotou um tom tão agressivo quanto, foram as ligas esportivas NFL (futebol americano) e MLB (beisebol). Ambas têm acordos bilionários com os canais abertos e divulgaram nota afirmando que vitória da Aereo vai prejudicar os negócios”.
As quatro redes inclusive já trabalham com um plano B para a hipótese da Aereo vencer a batalha jurídica. Elas planejam mudar a forma como emitem seus sinais, com o objetivo de impedir que as antenas da Aereo os captem. “Outro problema para os canais abertos, se derrotados na Suprema Corte, será lidar com as operadoras de TV por assinatura, que pagam preços altos para ter NBC, ABC, Fox e CBS em seus pacotes. A decisão judicial a favor da Aereo pode mudar esse tipo de negócio”. O clima é de guerra nas tevês abertas dos EUA.
A inovação da Aereo, mais um fruto da revolução informacional promovida pelainternet, coloca em perigo o modelo de negócios das poderosas redes que exploram as concessões públicas de televisão. Caso vingue nos EUA, a experiência rapidamente deverá se espalhar pelo mundo – atingindo, também, o Brasil. Desta forma, mais uma vez a internet ameaçará o império da TV Globo e outras emissoras da tevê aberta!
Altamiro Borges, é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e organizador do livro