quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Avanço da maré draga dezenas de casas e assusta moradores de Ilha Comprida (SP) (Danuza Peixoto)
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO
ENVIADO A ILHA COMPRIDA (SP)
Quando comprou uma casa de praia com vista para a orla da Ilha Comprida (litoral sul de São Paulo), há três anos, o servidor aposentado Armando Rocha não esperava que, em tão pouco tempo, o imóvel estivesse mais à beira-mar do que nunca.
Veja galeria de imagens
De lá pra cá, a beira virou o fundo do mar: dezenas de casas de três quadras foram engolidas pela maré, que avançou mais de cem metros.
Luiz Carlos Murauskas/Folhapress
Mar avança e derruba casas na ponta da praia em Ilha Comprida; dezenas de residências já foram atingidas
Construções ruíram do dia para a noite e árvores foram arrancadas da terra --hoje é difícil diferenciar as raízes do que foram as copas.
Paredes rachadas como se tivesse havido terremoto, laje no chão e restos de objetos pessoais, de panelas a escovas de dente fincadas na areia, são o sinal de uma evacuação de emergência.
"Parece que caiu uma bomba. Muitos vizinhos saíram fugidos de casa no meio da noite com a maré derrubando tudo. Estou assustado, minha família já está preparada para daqui a pouco sair daqui", diz o aposentado Décio dos Santos, dono de um terreno desde 1981.
"Isso aqui já foi uma avenida, passavam carros. Agora só resta pescar. Só saio daqui quando a minha cair também", diz Rocha, que pagou R$ 30 mil pela casa que ficava a três quadras da praia e agora é à beira-mar. Há um mês, o imóvel da frente caiu.
Editoria de Arte/Folhapress
Professor doutor do Instituto de Oceanografia da USP, Afrânio Rubens de Mesquita diz que o nível do mar na costa brasileira sobe em razão das mudanças climáticas.
Ele vê dois motivos que podem ter contribuído para o avanço da maré na região: 1) a ilha começou a ser "comida" de um lado e os sedimentos são transportados e depositados no outro; 2) existe um afundamento da costa e isso faz o nível do mar subir em relação à praia.
A Prefeitura de Ilha Comprida diz já ter tentado de tudo para conter o avanço: sacos de areia, barreira de pedras, tudo em vão. "A força do mar é maior", diz o engenheiro Juraci Brito, diretor de obras da cidade, que ainda faz o levantamento das casas e lotes submersos.
Algumas das casas que ainda sobraram estão à venda --R$ 25 mil para uma de quatro quartos. Os donos fazem segredo e desconversam quando o assunto é a Atlântida da Ilha Comprida.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Mistério de chuva de fezes intriga cidade na França (Danuza Peixoto)
Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil Uma misteriosa "chuva" de excrementos intriga os habitantes do vilarejo de Saint-Pandelon, no sudoeste da França. Desde meados de maio, eles se queixam de "gotas" marrons que caem do céu, com cheiro e textura de matéria fecal.
O prefeito do vilarejo, Jean-Pierre Boiselle, afirmou que uma "chuva de cocô" passou a cair durante o dia e também à noite no município.
Se no início a história fazia os 750 habitantes da localidade sorrirem, eles passaram a ficar aterrorizados com a chuva de excrementos, que deixou partes da cidade com ar irrespirável.
As crianças não podem mais brincar fora de casa e os moradores hesitam em comer as frutas e legumes das hortas locais. Eles também não fazem mais churrascos ao ar livre nesse período de verão na Europa.
Teorias
As "gotas" marrons, quase do tamanho de uma unha do dedo mínimo, sujam os carros, móveis de jardim e as roupas secando nos varais.
A primeira hipótese levantada pelos moradores para explicar o fenômeno foi a de que aviões estariam despejando o conteúdo de seus banheiros sobre a região.
Mas isso seria impossível, afirmou a Direção Geral da Aviação Civil da França, acrescentando que "os aviões de linha são pressurizados e não é possível despejar o conteúdo de banheiros ou de nenhuma outra coisa".
Após investigações, a polícia militar francesa declarou que a "chuva" de fezes poderia ser causada por aves migratórias, da espécie conhecida como andorinhões, que se instalaram na região nesta estação.
"Esse pássaro tem a particularidade de voar o tempo todo e se alimentar em pleno voo. Por isso as fezes caem durante o dia e à noite", afirmou o capitão Michel Brethes, da polícia militar de Dax, nos arredores do vilarejo de Saint-Pandelon.
Exames
Um laboratório da região realizou neste mês pesquisas científicas com o material coletado e confirmou que as "gotas" que cairam do céu são excrementos de origem animal, mas não conseguiu solucionar totalmente o mistério.
"Nas amostras analisadas, não encontramos bactérias específicas das fezes humanas. Mas não podemos dizer a qual tipo de animal esses excrementos correspondem", afirmou Alain Mesplède, diretor do laboratório de análises científicas da região.
"Apenas confirmamos a presença de bactérias típicas a todas as espécies animais", diz o pesquisador. Sem saber ao certo se as fezes seriam realmente de pássaros, os moradores de Saint-Pandelon esperam que a "chuva" fedorenta não caia novamente em outras estações.
De Paris para a BBC Brasil Uma misteriosa "chuva" de excrementos intriga os habitantes do vilarejo de Saint-Pandelon, no sudoeste da França. Desde meados de maio, eles se queixam de "gotas" marrons que caem do céu, com cheiro e textura de matéria fecal.
O prefeito do vilarejo, Jean-Pierre Boiselle, afirmou que uma "chuva de cocô" passou a cair durante o dia e também à noite no município.
Se no início a história fazia os 750 habitantes da localidade sorrirem, eles passaram a ficar aterrorizados com a chuva de excrementos, que deixou partes da cidade com ar irrespirável.
As crianças não podem mais brincar fora de casa e os moradores hesitam em comer as frutas e legumes das hortas locais. Eles também não fazem mais churrascos ao ar livre nesse período de verão na Europa.
Teorias
As "gotas" marrons, quase do tamanho de uma unha do dedo mínimo, sujam os carros, móveis de jardim e as roupas secando nos varais.
A primeira hipótese levantada pelos moradores para explicar o fenômeno foi a de que aviões estariam despejando o conteúdo de seus banheiros sobre a região.
Mas isso seria impossível, afirmou a Direção Geral da Aviação Civil da França, acrescentando que "os aviões de linha são pressurizados e não é possível despejar o conteúdo de banheiros ou de nenhuma outra coisa".
Após investigações, a polícia militar francesa declarou que a "chuva" de fezes poderia ser causada por aves migratórias, da espécie conhecida como andorinhões, que se instalaram na região nesta estação.
"Esse pássaro tem a particularidade de voar o tempo todo e se alimentar em pleno voo. Por isso as fezes caem durante o dia e à noite", afirmou o capitão Michel Brethes, da polícia militar de Dax, nos arredores do vilarejo de Saint-Pandelon.
Exames
Um laboratório da região realizou neste mês pesquisas científicas com o material coletado e confirmou que as "gotas" que cairam do céu são excrementos de origem animal, mas não conseguiu solucionar totalmente o mistério.
"Nas amostras analisadas, não encontramos bactérias específicas das fezes humanas. Mas não podemos dizer a qual tipo de animal esses excrementos correspondem", afirmou Alain Mesplède, diretor do laboratório de análises científicas da região.
"Apenas confirmamos a presença de bactérias típicas a todas as espécies animais", diz o pesquisador. Sem saber ao certo se as fezes seriam realmente de pássaros, os moradores de Saint-Pandelon esperam que a "chuva" fedorenta não caia novamente em outras estações.
domingo, 29 de agosto de 2010
Umidade sobe para 27% em SP, mas cidade continua em estado de atenção (Danuza Peixoto)
Por volta das 17h30, a umidade em São Paulo estava em torno de 27% na estação Santana (zona norte), segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura. Com esse índice, a cidade continua no estado de atenção, decretado por volta das 15h, quando o índice chegou a 23%.
SP pode suspender aulas caso umidade do ar atinja os 12%
Baixa umidade faz Festa do Peão de Barretos emitir alerta
Seca deixa reservas do país com menor nível desde 2002
A previsão é que até o começo da noite esse índice aumente, na medida em que a temperatura caia. Segundo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), durante todo o dia a umidade esteve mais elevada do que durante a semana, em função de uma frente fria que passa pelo oceano.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de alerta máximo ou emergência. Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios.
De acordo com o órgão, não há previsão de chuva para a semana. O resultado, para os próximo dias, é predomínio de ar seco, especialmente no período da tarde.
RECOMENDAÇÕES
Enquanto durar o tempo seco, a Defesa Civil recomenda que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e as 17h, não pratique exercícios das 11h às 15h e aconselha a ingestão de bastantes líquidos para evitar desidratação.
O órgão alerta ainda que a baixa umidade aumenta as chances de incêndio em pastagens e florestas e pede às pessoas que não coloquem fogo em terrenos baldios e vegetação seca.
SP pode suspender aulas caso umidade do ar atinja os 12%
Baixa umidade faz Festa do Peão de Barretos emitir alerta
Seca deixa reservas do país com menor nível desde 2002
A previsão é que até o começo da noite esse índice aumente, na medida em que a temperatura caia. Segundo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), durante todo o dia a umidade esteve mais elevada do que durante a semana, em função de uma frente fria que passa pelo oceano.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), índices de umidade relativa do ar inferiores a 30% caracterizam estado de atenção; de 20% a 12%, estado de alerta; e abaixo de 12%, estado de alerta máximo ou emergência. Os principais efeitos da baixa umidade são secura na garganta e nos olhos e problemas respiratórios.
De acordo com o órgão, não há previsão de chuva para a semana. O resultado, para os próximo dias, é predomínio de ar seco, especialmente no período da tarde.
RECOMENDAÇÕES
Enquanto durar o tempo seco, a Defesa Civil recomenda que a população evite atividades ao ar livre e exposição ao sol entre as 10h e as 17h, não pratique exercícios das 11h às 15h e aconselha a ingestão de bastantes líquidos para evitar desidratação.
O órgão alerta ainda que a baixa umidade aumenta as chances de incêndio em pastagens e florestas e pede às pessoas que não coloquem fogo em terrenos baldios e vegetação seca.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
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terça-feira, 13 de julho de 2010
BNDES cria programa de R$ 1 bilhão para cidades atingidas por chuvas em AL e PE (Danuza Peixoto)
FOLHA
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou a criação de um programa emergencial de reconstrução dos Estados de Alagoas e Pernambuco que destinará até R$ 1 bilhão para empresas localizadas nos municípios afetados pelas enchentes que atingiram os dois Estados no mês de junho.
Plano de reconstrução de AL aponta R$ 954 milhões de prejuízos
O banco também informou que criou um programa de refinanciamento a empresas e municípios dos Estados de Alagoas e Pernambuco. As prestações vencidas a partir do dia 20 de junho e que não foram pagas pelas empresas dos municípios afetados poderão refinanciar a dívida em até 12 meses.
Os dois programas têm vigência até 31 de dezembro deste ano e suas operações se darão na modalidade indireta --por meio da rede de agentes financeiros credenciada ao BNDES. Serão enquadradas como beneficiárias, empresas de municípios abrangidos por decreto estadual de situação de emergência ou de estado de calamidade pública. Os municípios também poderão ser beneficiários do programa.
O programa do BNDES para os dois Estados financia bens de capital a juros fixos de 5,5% ao ano. Além de máquinas e equipamentos, os beneficiados poderão financiar também obras de construção civil e capital de giro.
SAÚDE
O Ministério da Saúde enviou para Pernambuco quatro equipes de saúde para prestar atendimento às populações dos municípios atingidos. Elas são formadas por um médico, um enfermeiro e um técnico em enfermagem, todos voluntários do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul. Até o fim desta semana mais equipes voluntárias da rede hospitalar federal no Rio de Janeiro devem ser enviadas ao Estado.
Os profissionais ficarão à disposição das autoridades de Pernambuco por 30 dias, distribuídos nas áreas mais afetadas pelas chuvas, os municípios de Palmares, Escada, Água Preta, Joaquim Nabuco, Amaraji e Recife. O número de profissionais está sendo definido.
"Já liberamos R$ 47 milhões para os dois estados com o objetivo de apoiar na reconstrução e reequipamento das unidades de saúde. Além disso, estamos monitorando com reuniões diárias a situação nos dois estados. Todo apoio que o Ministério da Saúde pode dar nos estamos dado", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, por meio de nota
Segundo o governo, desde o dia 24 de junho, o Gabinete Permanente de Emergência do Ministério da Saúde monitora a situação de saúde nos dois Estados.
Em Alagoas, até o dia 9, foram notificados 29 casos suspeitos de leptospirose, sendo que deste um foi confirmado, 21 estão sob investigação e sete foram descartados. Também em Alagoas foram registrados 13 casos suspeitos de dengue, 1 caso suspeito de rubéola e 156 casos de DDA (Doença Diarréica Aguda). Além disso, foram registrados 11 acidentes com animais peçonhentos, sendo que 55% foram com escorpiões.
Já em Pernambuco até segunda-feira (12), foram confirmados 4.830 caso de dengue, 60 casos suspeitos de leptospirose, sendo dois óbitos confirmados. Também foram notificados dois casos de meningite, dois de gripe H1N1 --gripe suína-- e 159 casos de doença diarréica aguda.
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou a criação de um programa emergencial de reconstrução dos Estados de Alagoas e Pernambuco que destinará até R$ 1 bilhão para empresas localizadas nos municípios afetados pelas enchentes que atingiram os dois Estados no mês de junho.
Plano de reconstrução de AL aponta R$ 954 milhões de prejuízos
O banco também informou que criou um programa de refinanciamento a empresas e municípios dos Estados de Alagoas e Pernambuco. As prestações vencidas a partir do dia 20 de junho e que não foram pagas pelas empresas dos municípios afetados poderão refinanciar a dívida em até 12 meses.
Os dois programas têm vigência até 31 de dezembro deste ano e suas operações se darão na modalidade indireta --por meio da rede de agentes financeiros credenciada ao BNDES. Serão enquadradas como beneficiárias, empresas de municípios abrangidos por decreto estadual de situação de emergência ou de estado de calamidade pública. Os municípios também poderão ser beneficiários do programa.
O programa do BNDES para os dois Estados financia bens de capital a juros fixos de 5,5% ao ano. Além de máquinas e equipamentos, os beneficiados poderão financiar também obras de construção civil e capital de giro.
SAÚDE
O Ministério da Saúde enviou para Pernambuco quatro equipes de saúde para prestar atendimento às populações dos municípios atingidos. Elas são formadas por um médico, um enfermeiro e um técnico em enfermagem, todos voluntários do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul. Até o fim desta semana mais equipes voluntárias da rede hospitalar federal no Rio de Janeiro devem ser enviadas ao Estado.
Os profissionais ficarão à disposição das autoridades de Pernambuco por 30 dias, distribuídos nas áreas mais afetadas pelas chuvas, os municípios de Palmares, Escada, Água Preta, Joaquim Nabuco, Amaraji e Recife. O número de profissionais está sendo definido.
"Já liberamos R$ 47 milhões para os dois estados com o objetivo de apoiar na reconstrução e reequipamento das unidades de saúde. Além disso, estamos monitorando com reuniões diárias a situação nos dois estados. Todo apoio que o Ministério da Saúde pode dar nos estamos dado", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, por meio de nota
Segundo o governo, desde o dia 24 de junho, o Gabinete Permanente de Emergência do Ministério da Saúde monitora a situação de saúde nos dois Estados.
Em Alagoas, até o dia 9, foram notificados 29 casos suspeitos de leptospirose, sendo que deste um foi confirmado, 21 estão sob investigação e sete foram descartados. Também em Alagoas foram registrados 13 casos suspeitos de dengue, 1 caso suspeito de rubéola e 156 casos de DDA (Doença Diarréica Aguda). Além disso, foram registrados 11 acidentes com animais peçonhentos, sendo que 55% foram com escorpiões.
Já em Pernambuco até segunda-feira (12), foram confirmados 4.830 caso de dengue, 60 casos suspeitos de leptospirose, sendo dois óbitos confirmados. Também foram notificados dois casos de meningite, dois de gripe H1N1 --gripe suína-- e 159 casos de doença diarréica aguda.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Petrobras confirma acidente na Bolívia com operários intoxicados (Danuza Peixoto)
Fonte: EFE
Empresas
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira um acidente em dezembro em um dos blocos que explora na Bolívia, onde um número indeterminado de operários de uma contratista sofreu intoxicação por mercúrio.
No sábado passado, a informação sobre o acidente tornou-se pública, quando a imprensa boliviana informou que 20 operários da empresa Inesco estão hospitalizados na cidade de Santa Cruz de la Sierra com níveis de mercúrio no sangue superiores aos normais.
A Petrobras, que alega exigir das empresas que contrata as mesmas normas de segurança que aplica em suas operações, informou em comunicado que o acidente ocorreu durante uma atividade realizada por uma empresa contratada por ela no bloco petrolífero San Alberto.
A companhia brasileira acrescentou que exigiu da contratista atendimento médico adequado aos operários intoxicados.
A Petrobras assegurou em nota que "aplica normas e procedimentos operacionais de referência para garantir a execução das operações com segurança, conforme seu desempenho em níveis internacionais, exigências que estende prestadores".
"Desde que ocorreu o acidente e de forma permanente, a Petrobras Bolívia exigiu e faz acompanhamento sobre as medidas adotadas pelos prestadores de serviço com referência aos tratamentos médicos para cada um de seus empregados afetados", acrescenta o comunicado.
"Em sua atuação responsável, e com a preocupação pelas pessoas afetadas, Petrobras está concentrada para que a saúde dos trabalhadores seja restabelecida o mais em breve possível", conclui.
A empresa brasileira, no entanto, não se refere em sua nota às acusações da imprensa boliviana segundo as quais a intoxicação foi de responsabilidade da Petrobras.
"A nota só trata do acidente e das medidas adotadas. Petrobras não tem posição sobre a responsabilidade", disse um porta-voz da companhia petrolífera.
Segundo Inesco, o acidente teria ocorrido quando um grupo de operários esteve em um prédio da companhia brasileira com operação de gás no departamento de Tarija (sul da Bolívia) no qual haveria fuga de mercúrio para soldar o vazamento.
Os afetados apresentaram denúncia no Ministério do Trabalho e esperam que a Promotoria adote medidas como pedidos de indenização a Petrobras, a quem culpam pela intoxicação, segundo a imprensa boliviana.
Empresas
A Petrobras confirmou nesta segunda-feira um acidente em dezembro em um dos blocos que explora na Bolívia, onde um número indeterminado de operários de uma contratista sofreu intoxicação por mercúrio.
No sábado passado, a informação sobre o acidente tornou-se pública, quando a imprensa boliviana informou que 20 operários da empresa Inesco estão hospitalizados na cidade de Santa Cruz de la Sierra com níveis de mercúrio no sangue superiores aos normais.
A Petrobras, que alega exigir das empresas que contrata as mesmas normas de segurança que aplica em suas operações, informou em comunicado que o acidente ocorreu durante uma atividade realizada por uma empresa contratada por ela no bloco petrolífero San Alberto.
A companhia brasileira acrescentou que exigiu da contratista atendimento médico adequado aos operários intoxicados.
A Petrobras assegurou em nota que "aplica normas e procedimentos operacionais de referência para garantir a execução das operações com segurança, conforme seu desempenho em níveis internacionais, exigências que estende prestadores".
"Desde que ocorreu o acidente e de forma permanente, a Petrobras Bolívia exigiu e faz acompanhamento sobre as medidas adotadas pelos prestadores de serviço com referência aos tratamentos médicos para cada um de seus empregados afetados", acrescenta o comunicado.
"Em sua atuação responsável, e com a preocupação pelas pessoas afetadas, Petrobras está concentrada para que a saúde dos trabalhadores seja restabelecida o mais em breve possível", conclui.
A empresa brasileira, no entanto, não se refere em sua nota às acusações da imprensa boliviana segundo as quais a intoxicação foi de responsabilidade da Petrobras.
"A nota só trata do acidente e das medidas adotadas. Petrobras não tem posição sobre a responsabilidade", disse um porta-voz da companhia petrolífera.
Segundo Inesco, o acidente teria ocorrido quando um grupo de operários esteve em um prédio da companhia brasileira com operação de gás no departamento de Tarija (sul da Bolívia) no qual haveria fuga de mercúrio para soldar o vazamento.
Os afetados apresentaram denúncia no Ministério do Trabalho e esperam que a Promotoria adote medidas como pedidos de indenização a Petrobras, a quem culpam pela intoxicação, segundo a imprensa boliviana.
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